Núcleo de Subsolo
Imagem do espetáculo

Marina Tozzi em cena de "Assassinatos com colher"

Assassinatos com Colher

“Assassinatos com Colher” é uma peça teatral que articula metalinguagem e questões filosóficas através de uma trama repleta de suspense e ironia. Com linguagem de fácil assimilação para uma vasta faixa de público, a peça busca mesclar entretenimento de consumo massificado com questões filosóficas de ampla estância. Temas ligados à sexualidade, classes sociais, fé e ao próprio entretenimento são abordados de forma não linear ou explícita, sendo construídos ou desconstruídos conforme a perspectiva de cada espectador. A trama sustenta-se em suspense e surrealismo em ritmo acelerado, buscando com estes recursos surpreender e estimular o senso crítico do espectador, sua perspectiva individual, desta forma tragando-o para um jogo de idéias onde seus pensamentos transmutam-se em elemento da ação cênica.  
O texto teatral “Assassinatos com Colher”, criado pelo dramaturgo Johnny Kagyn é plataforma para a imersão cênica do grupo Núcleo de Subsolo. A imersão cênica a que o grupo se propõe busca levar aos palcos um teatro total, onde entretenimento, ideologia autoral e a interação ator/espectador ocorram em sua plenitude. É fundamental para o Núcleo de Subsolo que aja comunicação e proximidade com o público teatral, de forma que cada espectador participe ideologicamente da experiência teatral. Não queremos um teatro distanciado, repleto de paredes imaginárias ou complexos rituais excludentes, queremos um teatro amplo em seus espaços (podendo desta forma receber os mais diversos grupos sociais) e ao mesmo tempo próximo em sua linguagem (divertindo e instigando o pensamento em cada individuo). Acreditamos ser, cada vez mais, importante a preocupação com a formação de novos públicos para o teatro. Seduzir nichos sociais e culturais não familiarizados, ou até mesmo frustrados, com o entretenimento teatral é uma missão assumida em cada novo trabalho do Núcleo de Subsolo. Neste contexto a montagem de “Assassinatos com Colher” designa o desejo de falar ao público teatral estabelecido e a criar novos vínculos com aqueles não habituados ao gesto teatral, em um trabalho de manutenção e fomento para o público cativo que ao mesmo tempo busca ser porta de entrada e/ou re-entrada para aqueles até então à margem da experiência teatral.  
Três jovens, um livro em branco e uma TV imaginária. Assassinatos na escuridão, um filósofo, um mendigo e um dramaturgo. Um desafio à lógica ou apenas diversão vazia?